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Reencontro de mim mesmo.

Nunca quis ser guitarrista...
nem mesmo um músico ritimista.

Busquei muito ler obras escritas...
nas letras de donzelas e nas palavras de malabaristas.

Talvez artista e palhaço, rosto pintado...
Quem sabe retratista renomado.

Quis ser construtor de servente a pedreiro...
mas aí sugeriram me engenheiro.

Optei pela terra, geografia e outros mistérios...
E sonho mesmo com o sacerdócio sagrado...

Contar geografias dentro de um tablado...
No recanto imaculado.

Olha eu aí querendo me fazer professor.
Na sala de aula....com contos e sabor.


Rafa Bueno – Reencontrando as geografias do meu interior.

Contando as Geografias da Vida

Eita vida loca essa de viver a geografia da vida, sobe e desce serra, são encontros e desencontros cada qual dando conta de diversos contos

Outra vez foi no canto que te encontrei, perdida lá nos confins das serras dos campos gerais, mas era sempre a velha e boa geografia, as vezes é historia também.

Seguindo vales por entre rios, seguindo ruas por entre esquinas, te encontro lá feito poeta num doloroso rito de versar, versando as coincidências quotidianas do pensar

Te avistei várias vezes do alto da serra, ora a voar ora a beijar, comendo pipoca num belo por do sol do dia a findar

Reconheci tuas feições no Belo Horizonte, na chuva que cai, na primavera distante

Aí te ti ciência bendita que crias sonhos e conta um pouco da vida.


Rafa Bueno - De Volta a Contar as Geografias da Vida - 02/06/2011

Em algum lugar do céu


Olho é lá no céu que moram os anjos
Oro é lá no céu que estão as nuvens
Brinco é lá na imensidão do céu que a pipa voa
Sonho é lá no céu que brilham as estrelas do meu sonho
Almejo é lá entre o céu e a terra que fica Nosso Lar.

Rafa Bueno - Contando as Geografias da minha Alma.
Deus abençoe André Luiz e a falange de bons samaritanos das esferas superiores.

Remendos


]
Junte um punhado letras
formem as frases
periodos simples ou compostos

Juntem um punhado de versos
remendos dos nossos sentimentos
com rimas ou não

Juntem um tanto de pedaços
tecidos de prosa e conto
com humor e amor

Assim se juntam os trapos
panos que formam um ideal
e lá no alto está a bandeira tremulando

e cá estamos nós artesãos de sonhos, um do Jequi e quatro da capital
cinco carregando a bandeira e seus trapos
todos com o mesmo idel.

Rafael Bueno - Contando as geografias dos trapos e das bandeiras 19/08/2010

Saudades das horas vagas

Ela me asfixiou com a sua mania de querer tudo no lugar certinho e padronizado. Dia após dia era a mesma coisa um ciclo interminável de repetições. Não me recordo do nosso primeiro encontro, sua mania de ser mais do mesmo apagou minhas mais doces lembranças das irresponsabilidades do passado. Talvez ela me foi apresentada quando comecei a entender o que era a escola, com suas regras e conhecimentos fragmentados, mas naquela época pouca bola dei para ela, gostava mesmo é de vagar nos interstícios da minha dificuldade de concentração em sala. Uma ou outra vez ela me incomodava e me despertava dessa viagem insólita pela mente infantil. Penso que naqueles dias eu era mais forte, a dita cuja lutava para me trazer de volta dos meus transes.

Com o passar dos anos, ela que é a paciência levada ao extremo, foi me cooptando. Incorporei hábitos e padrões, mas ainda sim conseguia fugir do seu olhar inquisidor e responsável. Chego ao mundo do trabalho e ali ela é a manda chuva durante muito tempo lutei de certa forma mas me adaptei a Rotina enfim havia me envolvido. O esquema era duro Trabalho – Universidade – Casa, o tempo para vagar naqueles doces abismos da criatividade ociosa foi reduzido e aos poucos fui sendo engolido pela Rotina e hoje luto para escapar por breves momentos do seu ar comum, buscando nas palavras, músicas e paisagens a lembrança da criança inventiva e feliz que fui e em alguns momentos aflora novamente.

Rafael Bueno - Contando as geografias da minha lembrança - 12-08-2010

A sustentabilidade de um paradigma insustentável

O grande paradigma do mundo hoje é o do capitalismo, que privilegia a competição, o hedonismo e o completo desrespeito sobre as coletividades étnicas, culturais e ambientais. A questão puramente econômica rege a relação do homem com o seu semelhante e do homem com o seu ambiente. É uma verdadeira prostituição onde só interessa o retorno financeiro sendo este na maioria das vezes espúrio, marcado por intensas relações de exploração e maximização dos lucros.

Isso permeia toda a sociedade que se corrompe com uma facilidade incrível, somos incitados a comprar, a competir e a comprar para competir, reproduzimos essa anomalia de comportamento no nosso ciclo familiar, de trabalho e de amigos. Desejamos possuir tudo e todos numa relação doentia que está longe de ser amor no sentido evangélico ( Sentido exemplificado pelo Cristo independente de religião) do termo.

O sistema vigente se apropria de idéias, ícones e lutas que seriam contrario a sua existência e manutenção e transforma tudo em relações comerciais, como por exemplo a sustentabilidade. O mundo precisa buscar a sustentabilidade, ou seja, continuar a produzir e reproduzir as idéias capitalistas e manter as condições de qualidade ambiental e social satisfatória para as presentes e futuras gerações é impossível e é a mentira mais absurda que alguém pode contar.

Há algumas horas participei de uma reunião na Agencia Metropolitana que discutia o problema da destinação dos resíduos da construção civil e de matérias volumosos na RMBH (Região Metropolitana de Belo Horizonte). Estavam presentes representantes de prefeituras, do CETEC, da FEAM e do SINDUSCON, foi nos apresentados os avanços que BH tinha alcançado na questão e as dificuldades em implementar aterros de inerte, usinas de reciclagem de entulho e áreas de tratamento e transbordo, equipamentos estes que seriam de extrema relevância para a qualidade ambiental de nossas cidades e eis que para minha “surpresa” o que impedia a concretização de ações que visassem a implantação e implementação de ações para a redução do impacto desse tipo de resíduo era que não havia viabilidade econômica. Em nenhum momento pensaram na viabilidade ambiental e na melhoria da qualidade de vida da coletividade a questão econômica permeou toda a discussão.

Isso foi só um exemplo para alertar que o discurso ambiental é mentira e que cada vez mais o paradigma do capital é a verdade amarga que assola a humanidade, o Código Florestal Brasileiro está pouco a pouco sendo devastado em prol do agronegócio, as individualidades estão sendo suprimidas pela massificação do comportamento, e a convivência está sendo suplantada pela virtualidade fútil da Internet.

Quem ainda souber o que é uma carta me escreva por favor e a envie pelo Correio, terei o prazer de pegar um pedaço de papel e responder escrevendo a tinta ou a grafite.


Endereço: Rua André de Melo e Castro, Bairro Ermelinda Cep:31250-610



Rafael Carvalho de Ávila Bueno


Eu prefiro as Montanhas Gerais

Prefiro infinitamente os mares de morros e as montanhas das alterosas, o mar é um tanto quanto monótono e alem disso é salgado. Gosto de praia, mas por pouco tempo, na verdade sinto falta de algo que limite meu horizonte e que faça minha imaginação voar para além das fronteiras. Diante do oceano nada limita o olhar, contemplo o horizonte e assim eu deixo de vislumbrar o horizonte por traz dos montes.

Gosto mesmo é das trilhas e das revelações dos doces caminhos de pedra das minas dos campos gerais. Cada subida descida e grota escondem um riacho, um cânion, uma bica e muitas vezes as lindas cachoeiras, água pura gelada e rica de cultura. Ali naquela serra chamada curral emoldurando a linda e hoje turbulenta Belo Horizonte começou minha historia de amor mais perfeita, forjada no itabirito, minério de ferro e fundida para sempre no meu coração.

Foi entre montanhas que estudei a geografia, foi ali em cada pedra daquele caminho que conheci minha sina. Sina de educador, geógrafo um pouco poeta e com alguma pretensão de escritor.
Eu não vi o mar eu vi a montanha, ela é calma, às vezes verde as vezes árida, eu não vi o mar eu vi a serra, ela é sinuosa, sobe e desce as vezes desce e sobe, eu não sinto o mar eu sinto a rocha, granítica, gnaisse ou metamórfica, eu não vi o mar e seu litoral eu minha terra seus sertões e vales, o jequi, o doce e o mucuri, eu não ouvi o mar eu ouvi o rugido da grota, da chuva que desce pelo monte e lava a encosta.
Eu não sou o mar eu sou a montanha e suas entranhas, ouro, ferro, diamante, Nava, Drummond, Clube da Esquina, Sabino, Sanjo....É assim sou 100% minas dos campos gerais.
Rafa Bueno - Maceió 05-06-2010

0800 Ocupado...

Ele caminha apressado pela rua não viu e nem escutou quando chamei. Andou apressadamente por uns cinco minutos, esbarrou nas outras pessoas e não foi capaz de pedir desculpas, parecia muito ocupado. Observei de longe a cara e o corpo eram os mesmo, um pouco mais gordo e velho é verdade. Para ser sincero nem de longe lembrava aquele jovem idealista dos primeiros anos de faculdade. Perderá o brilho no olhar e parecia cada vez mais afundado nas torpes responsabilidades de uma carreira profissional, que bem verdade nem era o que havia sonhado naqueles lindos e clássicos anos de Geografia.

Observando-me assim não pude acreditar que havia cruzado comigo mesmo é me ignorado. Eu não me reconheci, ele estava lá ocupado de mais para perceber que eu desejava reencontrá-lo. Sentar diante de mim mesmo e conversar sobre as coisas que poderíamos retomar juntos, relembrar que éramos felizes naqueles tempos loucos de sonhos e ideais, mas ele nem sequer me reconheceu, nem mesmo pela fisionomia, e disse que qualquer solicitação de capina ou outro serviço deveria ser feita através de oficio ou via telefone.

- Ligue para 0800-2831-225 secretaria adjunta de limpeza urbana, pois agora to sem tempo.

Rafael Bueno – Contando as geografias da minha vida...

Por onde anda Gandhi


Não que eu seja um sonhador, desses que fantasiam e vivem no mundo da utopia ou mesmo no plano das ideias Tento do meu modo, realizar cada um dos loucos planos, construo e derrubo castelos de cartas todos os dias, mas a fortaleza do que mais desejo segue firme, erigida com o fluido universal do amor e da humildade. Tenho lido muito, estudado pouco, escrito raramente, porem cada vezes mais me aproximo do que é sagrado na minha pequena e rápida passagem por essa existência corporal.

Cometo pequenos deslizes todos os dias, mas a capacidade de perceber os erros aumentou, procuro olhar para as pessoas e enxerga-las, apreendendo toda a pessoa humana que ali se encontra. Procuro não mais criar rótulos, não taxar, não prejulgar o irmão de lida na seara terrestre. Nunca imagine que isso fosse tão difícil, pois carregamos nossas más tendências e às vezes é algo pesado de suportar sem cair.

O exercício de ajudar a quem necessita, seja material, emocionalmente e mesmo o espiritualmente é gratificante, talvez resida aí nesse ponto o grande mistério da vida humana, coexistirmos fraternalmente.



Paz! Que ela invada a sua vida. Rafael Bueno - Contando as Geografias da espiritualidade

Pago, Simplesmente pago.

Socorro, ninguém me ouve,
já não consigo mais me libertar
Nesse Carandiru cotidiano cumpro minha sentença
Condenados estão todos a minha volta
liberdade, brada minha alma e meus sonhos
Onde estou, que não tenho mais conciência
Grito, choro, imploro e no final, conformo-me
Preciso romper, mais doí
Onde estão a coragem e a rebeldia?
Sucumbiram frente a mesmice de minhas responsabilidades
Não tem fuga, nem mesmo um tunel
Enquanto isso eu pago pelos meus pecados, pago pela indignação
pago pela letargia....simplesmente pago.


Rafael Bueno - Quinta dia 11/12/2010 - Contando as geografias da realidade
Falta apenas 15 minutos para o fim. Nestes derradeiros instantes olhava a cidade de dentro do metrô, ela passava incógnita. A velocidade parecia diminuir a medida que a cidade acelerava seu processo de colapso. Reparei nas pessoas a minha volta e não vi desespero, estavam todas alheias ao mundo que entrava em convulsão naquele instante.

Passageiros liam a sua dose diária de jornal, o resumo da novela das oito, enquanto isso a atmosfera plúmbea resolvia descarregar sua fúria, pluvial e elétrica, sobre a cidade. Alguns passageiros dormiam um sono perturbado e povoado de pesadelos cotidianos. Muitos estavam ali extenuados devido à exacerbada exploração de sua mais-valia e muitos simplesmente observavam o cataclismo que se desenhava perante seus olhos, apenas imaginando que era, mas uma chuva torrencial que assolava a capital das alterosas. Era um típico mês de dezembro e talvez por isso as pessoas não se espantassem com o fenômeno atmosférico que se desenrolava, afinal era verão, tempo quente e úmido a chuva era considerada normal. Apenas mais uma pancada de final de tarde, isolada.

O metrô havia parado e nem mesmo eu percebera, pois estava perplexo diante da eminência do fim. O que mais impressionava era que somente eu parecia estar enxergando os fatos, a massa estava completamente alheia, dopada pela farsa da vida cotidiana. Resolvi descer na estação seguinte e participar dos eventos derradeiros de nossa “tradicional” sociedade belorizontina e alem do mais precisava de informação sobre como andava o resto do mundo.

A chuva cessara, mas os raios não. Parecia que os deuses travavam sua última luta de raios com algum titã maldito da sociedade moderna. Sob as descargas atmosféricas caminhei pela Praça da Estação, estava em busca de informação sobre esses eventos que pareciam preceder o fim dos tempos. Entrei numa daquelas velhas galerias da praça e fui direto a um Cebo, afinal não podia confiar nos meios de comunicação de massa. Lá dentro percebi que a chuva novamente precipitava-se, só que agora com toda sua fúria de dilúvio sobre a cidade. Foi neste instante que escutei um estrondo seguido de um forte abalo sísmico.
- Faltam 15 minutos para o fim. Disse uma voz cortante.
Era o livreiro, esse homem compartilhava comigo o conhecimento dos fatos que se desenrolavam. Perguntei a ele qual era o motivo do forte estrondo sonoro, e ele disse:
- É o cadáver que jaz sob a Andradas.
- Como assim homem de deus? Quem está enterrado na Andradas? Perguntei aflito.
- O rio, o velho Arrudas, companheiro. Vai ressurgir e engolir a cidade durante sua dramática vingança.

Ele estava certo na suas revelações, ali logo abaixo de nossos pés jazia um rio prestes a ressurgir através da tempestade do juízo. Pelo dilúvio da renovação antiga BH estava prestes a se transformar.

Continua..........

Rafael Bueno - Contando as Geografias do tempo.....

Amarelo








Tempo não há.
E vento vem me alertar
Do que se vai.

E tudo que é amarelo,
tudo que pode desbotar.

Vento e mar.
O astral ventou.
E direção já não se vê.

Quatro marcas no espelho,
Vazou o tempo pelo olhar.




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Miro Jones.
Hoje é segunda-feira.
Segundas mornas e azuis intenções.

Coisas que ainda tenho pelo caminho...

Um livro que ainda não escrevi
a mensagem de humanidade e amor que ainda não recitei
Um verso irônico, sagaz que ainda não rima
O filho que ainda não tive...

As plantas que ainda não plantei...
os frutos que ainda não colhi..
a terra que ainda não semeei.

O avô que ainda não se foi...
o héroi centenário sem medalha...
as lágrimas que ainda não derramei...


Rafael Bueno - As geografias da vida que ainda não contei....

Na Madruga

O som que ouço nessa madugrada de novembro não é o silêncio, é algo muito mais aterrador que isso. Na rua eles correm, derrapam cantam com os pneus. As luzes dessa madrugada são as do giroflex do carro da PM. Viatura a espera de mais uma madrugada urbana. Onde foi parar o doce silêncio da madrugada, dizem que até ele, o coisa ruim, não sai mais as três da madrugada. De certo a concorrência tá acirrada.

Nem aquele friozinho tem mais, hoje as baladas são quentes, não se escutam as serenatas, não se conquistam mais as amadas não existem mais madrugadas. O pobre bêbado equilibrista, deu lugar ao viciado sempre tem uma pedrinha e logo mais uma carreirinha e isso tudo "baseado" em fatos triviais do nosso torpe cotidiano urbano.


Rafael Bueno - Contando as Geografias da vida -

Recordações


E lá estava ele estirado no caixão, com a mesa posta para o banquete que iria se iniciar. Olhava para seu corpo ali inerte a espera de ser consumido por condolências e pêsames, não tinha mais ninguém da família, apenas uns poucos amigos, que ele mesmo duvidava se realmente lhe consideravam assim.


Seu espírito pairava diante do cenário fúnebre e procurava entender qual o significado daquele momento, já que não possuía ninguém de seu verdadeiro afeto ali naquele recinto.


Tudo ali soava como uma farsa, seria sua própria morte mais um joguete da grande farsa que foi sua vida até aquele momento. Enquanto carpideiras de plantão choravam sobre aquele corpo desconhecido, sua alma viajou tentando reconstruir as memorias vividas dentro daquele invólucro de carbono.



Rafael Bueno - O Contador de Geografias - de volta......

Uma Simples Declaração


A vida muda rápido, um ano presta-se o vestibular, geografia. Nesse mesmo ano me apaixono, amo, me declaro e me exponho. A cinco anos conhecia a mulher da minha vida e minha sina profissional. Impossível para mim dissociar o amor da geografia. Através da ciência dos mapas e da terra com suas interações, descobri você Iaia, minha doce e meiga Naiara, o meu amor.


Nos anos da graduação te amei e cultivei amigos, esses que também amo muito, com vocês compartilho cada angustia e cada alegria, juntos viajamos, churrascamos, choramos e a conclusão que tiro é que estamos vivendo. Isto tudo é vida, relacionamentos, frustrações, certezas e principalmente as incertezas.


A você amor devo meus planos de vida e meu sonho de constituir uma família, um pai (eu), uma mãe (você), dois filhos (??) e um monte de tios, tias e priminhos (família sanjo).


Agora planejamos nosso casamento, quanto trabalho e quanta ansiedade. Onde morar? Como pagar? E no fim o que temos é a força da certeza que queremos estar juntos para sempre, por isso que te amo.


Naiara Obrigado por me fazer ser o cara mais feliz desse mundo.
Iaia, você é incrível e esta é uma singela declaração de amor que posto para te homenagear.

Um estandarte, um coração


Dança despreocupada no alto do mastro....

Desfraldada no estandarte do meu coração

Representa a vontade e o desejo, um sonho

Bandeira feita de retalhos de coisas, trem e de uais

Trapos da Liberdade, serras das alterosas formam este estandarte

Oh Minas Gerais...Eu te conheço e não ei de esquecer-te nunca

Teci aqui meus sonhos...regido pela constelação do cruzeiro

Minas de Norte, sul, leste e Oeste???

Minas de Vales...Jequi, Mucuri e Doce....Chico e Veredeas

E Trem Bão é ser do Interior.....

Bandeira desfraldada, um estandarte e um coração.
Rafael Bueno - Contando as Geografias das Alterosas

O meu bom e velho dilema

Tenho um mundo de oportunidades, mas a que eu quero não aparece,eu mesmo a tenho procurado pouco. Em algum lugar lá trás eu a esqueci, misturada a projetos grandiosos de coleta seletiva, projetos que nunca foram meus. Projetei outras coisas que estão guardadas no meu baú de ossos, mas agora voltam fortes como fantasmas a me cobrarem as promessas feitas. Surgem agora com vida, regadas pelas minhas mais fantasiosas leituras e estórias por escrever.
Mudei meu rumo, mais não meu destino e minha vocação, sei que alguns que me lêem sentem o mesmo. Preciso urgente retomar o descontrole da minha existência. Quero ir de encontro com a minha idéia de revolução, quero estar frente a frente com o insólito ato de criação e aprendizagem, me faz falta o burburinho de uma sala, de um pátio, enfim quero ser aquilo que escrevi em “Destino ou Vocação”....Quero contar de viagens que ainda não fiz ou mesmo inventar destinos que nunca conhecerei, sinto falta das minhas entrevistas. A saudade do João dos Navegantes e dos muitos que conheci na minha livre imaginação. Quero de forma mais simples possível tocar essa realidade.
Quero contar a estória do Saci de Duas Pernas, quero contar a historia do nosso Planeta Terra. Preciso ensinar a localizar para que eu mesmo encontre meu rumo encontre a mim nesse grande encontro que é a vida.
Preciso trocar só assim eu posso ser mágico, quero propor mudanças sutis na existência do Planeta, desejo uma outra forma de sistema, sinto que um outro mundo tem que emergir. E que esse novo mundo possa ter um pouquinho mais de fantasia, musica, sorriso e igualdade e menos competição, ganância e seriedade.
Acredito no mundo onde podemos sorrir, sentir e imaginar, um lugar onde compartilhar seja normal.
Rafael Bueno - Contando as geografias da minha alma....

Férias em Isla Negra.


Converso muito agora com Pablo Neruda, ele é Chileno, Latino Americano como nós. Poeta, e homem de humanidades. Tenho passado horas memoráveis com ele na Isla Negra. Terra de fantasias e de realidades, ele com sua simplicidade me diz da infância, me mostra os cheiros e gostos da sua juventude e me apresenta suas paixões.



Conversamos sobre sexo e sensualidade, sentimentos e desejos. O primeiro amor vivenciado e as decepções das paixões arrebatadoras, mas tão necessárias. Neruda é um grande alquimista das palavras, tudo bem que as vezes não entendo o que o poeta quer dizer, mas o mais importante que entender o poeta é sentir a sua obra.



Cada dia é uma aula de geografia sobre o delgado país andino. Descobri que os andes não é só uma cadia de montanhas é também a morada de Deuses que conversam com a natureza e convergem para a natureza. Ele me diz muito sobre a relação do mar com sua poesia e mais a relação do Chile com sua poesia. No fim de nossas conversas ele me segreda e diz “brasilerito confesso que vivi....”



Rafael Bueno - Contando as Geografias Latinas.

Nota Póstuma



Não sabia que poetas morriam, descobri esta segunda na postagem do Altamiro (me recuso a escrever post) e que ainda se comemoram o aniversario de morte deles, coisa mórbida. Seria melhor uma comemoração a lá Alice no País das Maravilhas, com direito a dêsaniversario e chapeleiros, coelhos malucos toda essa coisa fantasiosa que povoam a mente dos poetas.


Pobre Carlos, será que ele sabe da sua morte, acho que não, já que existem pessoas em todas as partes do Brasil que o lêem. Pois bem só podemos ler o que é vivo não há possibilidade de ler coisas mortas, na verdade ele, assim como outros só mudou de estado físico, passou a ser eterno.
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Rafael Bueno - Contando as geografias da vida.