No meio de tanta correria, tanta coisa por fazer que sobra pouco tempo para celebrar a nova fase das pessoas que admiramos mesmo que ela se afaste, ou não...
Rubem Alves se foi...
Talvez o autor que eu mais li nessa vida... Tanto em quantidade, mas principalmente em qualidade...
Me contou da escola que eu sempre sonhei, sem imaginar que eu pudesse imaginar que pudesse existir... Era ideologia demais... era o que eu precisava para me convencer que, com algumas coisas fantasiosas ou não, a educação é a direção certa a seguir, mas o caminho a ser percorrido é o do amor...
Nas estórias para quem gosta de ensinar falou das escolas como asas, e não do ensino engaiolado que temos que reproduzir no dia a dia...
A mistura de Educação, amor e fé, ele soube como poucos conciliar... Em um amor que acende a lua, poemas e frases que descambaram para esse meu caso de amor com a vida... Me apresentou T. S. Elliot o dono da frase que tantas vezes me fez sorrir, sonhar e suportar...
Perguntaram-me se acredito em Deus, e ele me contou que Deus ri... Antes de pensar em qualquer questão religiosa é preciso acreditar que Deus é bom, justo e não faz as coisas por obrigação, faz por amor e se sente feliz com isso... Aquele Deus vingativo e perseguidor do velho testamento, mal interpretado na maioria das vezes, não fala por mim.
Falou sobre a vida e a morte, sobre a alegria e sobre sonhar, mas falou principalmente do amor, que se deve ter pela vida, que se deve ter na hora da morte, o quanto alegre nos faz um amor e mais um sonho que deve começar...
Paulo César Garro
Terças nem sempre insanas... Tirando umas teias...
Mostrando postagens com marcador Paulo César Garro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Paulo César Garro. Mostrar todas as postagens
Ajudar estando perto e Ajudar estando longe
Você já se frustrou por um sonho que alguém não realizou? Se
frustrar por nossas não concretizações é algo natural, mas e se frustrar por
algo que um grande amigo idealizou e não conseguiu concluir?
Alexandre dizia aos 4 cantos que ainda tinha algo a
realizar, um grande show, que ele já participara em outros países mas ainda
faltava se apresentar no grande evento realizado no seu país.
Foi encontrado morto no seu apartamento pelo excesso da pior
das drogas: A decepção, que misturada com doses elevadas de química, fizeram
que seu corpo já quarentão não aguentasse.
Isso aconteceu no dia em que foram reveladas as bandas
nacionais a compor o grande evento, e a sua, de ânimo renovado pelo reencontro
dos antigos componentes teria que aguardar mais 2 anos para tentar de novo. Era
tempo demais.
Luis foi seu parceiro em boa parte do sonho, no início e no
final ele estava, no meio do caminho experimentou outras estradas que o início
muito novo, ainda menor de idade não havia permitido. Voltou, sabia que devia
essa pro amigo, mesmo que na maior parte do tempo tivesse a razão.
Foi encontrado morto no início da semana do tal evento, "foi tiro?" nome de sua primeira
banda, e sua última ação. Não foi depressão, não foi decepção. Luis não teve
força para novamente experimentar outro caminho, pois sabia que se quebrasse a
cara, dessa vez Alexandre não ia estar lá no final de tudo e procurou o caminho
que sempre foi o mais "fácil", ao lado do parceiro.
Novamente eles vão se perdoar, sabem que erraram um com o
outro, um não podia ter ido tão cedo e o outro tinha que ter continuado o
trabalho. Agora terão que acertar contas em outros planos, e esse reencontro
deve demorar a acontecer, e mesmo sabendo das dívidas contraídas nesse mundo,
fica o meu desejo de que sejam amenizadas pelas "coisas boas que já fiz
pra quem eu amo".
Paulo César Garro
Terças nem sempre insanas... em mais uma obra de ficção...
ou não...
Não era pelos 20 centavos...
Para falar de toda essa manifestação que tomou o país, é
preciso ressaltar que tudo começou por um movimento claramente esquerdista, que
inclusive foi marginalizado a princípio como todo movimento social, por
polícia, imprensa e opinião pública. O MPL que há tantos anos vai as ruas
pedindo por um passe livre, ou quem sabe um meio passe para estudantes, dessa
vez mudou o discurso e pleiteou algo plausível, ao alcance dos governantes, e
em um momento em que as insatisfações com o (mau) investimento do dinheiro
público parecem ter se tornado insuportáveis.
O fato de ir às ruas com essa reivindicação, a meu ver
insignificante, ganhou força principalmente pela ação repressiva e comum da
polícia, agiu como sempre agiu contra um movimento social, em um momento que o
mundo inteiro está de olho no Brasil.
Aqueles jovens da esquerda de SP foram os porta-vozes de
todo um país insatisfeito até a tampa com seus governantes na esfera federal,
estadual e municipal. E foram agredidos... Logo ganharam o apoio do movimento
passe livre do Rio de Janeiro e o slogan “não é pelos 20 centavos” foi tomando
pouco a pouco todo o país.
E foi nesse cenário que essa jovem esquerda brasileira
venceu pela primeira vez uma luta que começou nas ruas.
Paulo César Garro
Terças Nem sempre Insanas... Vendo e entendendo a história que está acontecendo...
Apartidário
Com a vitória da esquerda nas ruas, o MPL que não representa
nenhum partido político, em um deslize, propositalmente ou não já que fogo
amigo nunca é descartado na divisão esquerdista entre os companheiros de um
lado e os camaradas do outro, entregou à ala que age como uma direta golpista,
o instrumento de manipulação fortemente utilizado nessas manifestações: O
movimento dito apartidário... Que logo se transformou em antipartidário...
Passou a ser proibido em um movimento dito democrático se manifestar com a
bandeira de seu partido. O MPL se dividiu e precisou recolher suas próprias
bandeiras para mostrar que já não tinham ligação com o golpe que estava
acontecendo... Para a direita que não tem um histórico de movimento nas ruas,
se misturar na multidão não feria qualquer sentimento de luta, já que isso
historicamente não é de praxe dessa parte da sociedade. Aqui cabe ressaltar que
direita e esquerda não são partidos políticos, são a forma como pensamos
politicamente sobre as questões sociais em nossa sociedade... Vou tentar focar
na minha visão do acontecido, se quiser entender um pouco melhor sobre isso,
recomento ver o vídeo bem didático do PC Siqueira: http://www.youtube.com/watch?v=UiVDtWb7K48
As bandeiras vermelhas daquela primeira semana de luta
contra policiais que ainda não tinha qualquer apelo popular foram sendo
progressivamente proibidas, quebradas e ameaçadas... O golpe deu certo, já não
havia qualquer capilaridade esquerdista em um movimento de rua, para a
manifestação nacional dos “sem partido”. A alegação é que “essa é a cor do PT”,
uma boa estratégia pra enfraquecer a esquerda no Brasil, delimitar “é esquerda,
é PT”...
Nessa festa democrática que vem assolando o nosso país nas
últimas semanas, os partidos políticos não podem se manifestar, até agora
somente os de esquerda tentaram, com suas bandeiras e tudo que venha deles é
oportunismo, sem mesmo considerar que tudo isso começou ali. Já não interessa
mais, o movimento é dos “sem partido” ou dos sem coragem de assumir o lado que
estão, sob o risco de perderem o controle das ações que vem acontecendo.
Paulo César Garro
Terças nem sempre insanas...Já escolhi meu sapato, que não vai mais me apertar...
Reivindicações, Copa e Vandalismo
E o povo tomou as ruas, não tinha mais volta e nada que a
presidente ou os prefeitos fizessem ou falassem retornaria as pessoas ao centro
de todo o movimento, os ideais de melhoria do país. As pessoas que estavam nas
ruas rapidamente se perderam, sem uma liderança que afirmasse os principais
objetivos de estarem ali, descambou para o “reclamar contra tudo que está
ruim”.
Os gastos do governo com a Copa do Mundo é um dos principais
temas debatidos durante essas manifestações em todo território nacional.
Dizer que essa discussão tinha que ter ocorrido há anos
atrás parece desculpa esfarrapada, e o argumento de que nunca é tarde para os
questionamentos é tão ruim quanto.
Pedir o dinheiro da Copa para investimento em saúde e
educação, é bonito, é importante, mas demonstra enorme desconhecimento da
distribuição dos recursos e da distribuição das responsabilidades (de quem
cobrar) para a melhoria nesses setores em escalas federal, estadual e
municipal.
A impressão é de que as manifestações ainda continuarão por
um tempo já que são tantas coisas para serem questionadas no Brasil, que 15
dias ainda deverão ser mais 15, apesar de se esperar que as manifestações agora
sejam mais espaçadas. Mas e o foco? Como pleitear reivindicações sem definição
de prioridades dentro de uma pauta tão extensa como a de “problemas do Brasil”?
Como saber de quem cobrar, já que cada vez fica mais claro que não cabe à presidente
a resolução de todas os itens da cobrança da população.
Sem essa objetividade abrem-se os espaços para infiltração
de elementos mal intencionados, seja para quebrar, saquear, guerrear ou
prejudicar a imagem do movimento. Mesmo sendo uma minoria dentro deste processo
democrático ela serão lembrados tanto quanto, ou até mais os que reivindicaram
e deram a cara a tapa por um país melhor.
Paulo César Garro
Terças nem Sempre Insanas... Eu tenho medo de Belo Horizonte, eu tenho medo de Minas Gerais...
Eleições 2014
As manifestações que tomaram as ruas do Brasil foram de
deixar qualquer brasileiro orgulhoso, mostrou (ao que parece) que não iremos
tolerar mais a falta de transparência com que temos sido servidos nos prestes
dos políticos.
Para o mundo, o país passou a imagem de uma democracia
consolidada em que todos nós (ou quase) têm o direito de se manifestar contra
ou a favor de qualquer coisa, inclusive do governo, federal, estadual ou
municipal e os atos de vandalismo foram atos isolados que não representou a
festa democrática ocorrida durante a Copa das Confederações. Apesar de ter
deixado os visitantes apavorados.
O objetivo da oposição foi alcançado, a Copa não servirá
como plataforma política para a situação, o que é bom para o debate eleitoral
de 2014, em compensação toda essa movimentação ocorreu cedo demais e haverá
tempo dos partidos da base aliada reconstruírem seus palanques na proposição de
soluções.
Quem já é eleitor da atual presidente firmou o pé com ela de
vez, não tem mais dúvidas e vai com ela em 2014, ou em quem ela indicar se não
chegar até lá, pois ainda muito fogo amigo vai cruzar o caminho dela. Mas fica
a sensação de que essa manifestação só ganhou essa dimensão toda por ter
ocorrido no governo de alguém que já lutou nas ruas junto com o povo em outro
momento do país. Os antecessores sempre lutaram de lugares diferentes, seja no
palanque de um líder sindical ou nos bastidores de uma universidade.
A oposição consolidou a sua divisão, e dificilmente veremos
o partido que já esteve durante 08 anos a frente do país e não conseguiu
sucesso melhor do que o atual ao menos no segundo turno, a não ser que banque
um candidato mais forte nacionalmente ou coligue com o partido que mais
prefeitos fez na última eleição e tem o governador com o maior índice de
aprovação do país.
Eduardo Campos e Marina Silva, esses são considerado a bola
da vez, e toda essa manifestação ocorrida no país demonstra que o povo
brasileiro buscará algo diferente em 2014, algo parecido com o que Contagem-MG
fez, e por lá escolheram uma esquerda apoiada pela direita. Sabe-se lá o que é
isso...
Mas na política os golpes acontecem a todo momento, e o povo
ainda está nas ruas a espera de um Salvador da Pátria, alguns indicando até
Joaquim Barbosa para tal feito... É triste mas são as nossas opções... Vamos
aguardar...
Paulo César Garro
Terças nem sempre insanas... Pensando nos que estão mais insanos do que esse blog....
Assinar:
Postagens (Atom)