Para Iaiá
Te amarei em silencio
sem ousar dizer clichês estereis
Te conduzirei
somente com os olhos, olfato, paladar e tato
Seu corpo é o que me nutre
e sua linda alma é o que me ilumina
Isso tudo
essa profusão toda somos nós
Seguirei te desejando
de corpo e alma dia apos dia
Na saúde,nas alegrias
e mesmo quando os dias mais cinzas surgirem
Escolhemos seguir juntos
Convergindo sempre até quando tudo parece dicotomia
No fim te amo
assim como era no inicio, agora e sempre.
Rafa Bueno - Contando as Geografias da Vida - 30/01/2013
Nas entrelinhas de você
...eu queria poder ler você nas entrelinhas, mas
só enxergo aquilo que está dito - evidenciado
tomo como verdade tudo que primariamente captam meus sentidos
só o que posso ver
extrassensorialmente sou um analfabeto, sigo
assim cheio de certezas dúbias e completo de realidade
...eu queria mesmo era voltar a sonhar
só enxergo aquilo que está dito - evidenciado
tomo como verdade tudo que primariamente captam meus sentidos
só o que posso ver
extrassensorialmente sou um analfabeto, sigo
assim cheio de certezas dúbias e completo de realidade
...eu queria mesmo era voltar a sonhar
No barquinho de papel
Naqueles tempos em que tudo era sonho
nos dias em que só o sol era necessário
águas que rolavam pelas pedras
chuva em que remávamos no barquinho de papel
Naqueles dias em que chorava ao acaso
nos tempos em que o trovão trombeteava
rolavam lagrimas feito pedras dos morros
remar mesmo que na caravela do sonho era impossível
Naquelas primaveras em que a flor sorria
nos outonos secos em que o girassol se despia
caiam pétalas desse doloroso malmequer
abraçar era tão necessário, quanto urgente
Naqueles outonos em que tudo era árido
nas primaveras sempre vivas cobriam os campos de dourado
surgiam nuvens de borboletas por todo cerrado
te amar era tudo que bastava
Rafael Bueno - Contando as Geografias da Vida - 21/01/2013
nos dias em que só o sol era necessário
águas que rolavam pelas pedras
chuva em que remávamos no barquinho de papel
Naqueles dias em que chorava ao acaso
nos tempos em que o trovão trombeteava
rolavam lagrimas feito pedras dos morros
remar mesmo que na caravela do sonho era impossível
Naquelas primaveras em que a flor sorria
nos outonos secos em que o girassol se despia
caiam pétalas desse doloroso malmequer
abraçar era tão necessário, quanto urgente
Naqueles outonos em que tudo era árido
nas primaveras sempre vivas cobriam os campos de dourado
surgiam nuvens de borboletas por todo cerrado
te amar era tudo que bastava
Rafael Bueno - Contando as Geografias da Vida - 21/01/2013
João dos Navegantes
João dos Navegantes
Negro e congadeiro, cheio de fé e palavra
João dos Navegantes um errante das estradas
João das minas dos matos gerais
Navegantes das brumas e dos ermos,
Violas, violas e violetas
Negro e quilombola, cheio de liberdades
João dos Navegantes um no meio desse mato
João contador das geografias da vida
Vivente dos morros e das grotas
Batuques,batuques e batucadas
Negro, navegantes dos mares de morro
menino e João só mais um errante em busca do sol.
João dos Navegantes - 21/01/2013
Negro e congadeiro, cheio de fé e palavra
João dos Navegantes um errante das estradas
João das minas dos matos gerais
Navegantes das brumas e dos ermos,
Violas, violas e violetas
Negro e quilombola, cheio de liberdades
João dos Navegantes um no meio desse mato
João contador das geografias da vida
Vivente dos morros e das grotas
Batuques,batuques e batucadas
Negro, navegantes dos mares de morro
menino e João só mais um errante em busca do sol.
João dos Navegantes - 21/01/2013
Garimpar caminhos
Garimpar caminhos, sina de quem vaga e divaga por estradas e poeira
Garimpando pessoas e gentes, segredando localizações e coordenadas
Geograficamente delimitando os espaços e territórios do meu coração
Geograficamente produzindo estórias e causos de assombração
Norte é o que me faz perdido, no tempo e no espaço
Norte é o que não faz mais sentindo, na agustia das minhas dores
Garimpar um pouco de carinho na caridade desse céu estrelado
Garimpando encontros e desencontros, "a nostalgia do que não vivi"
Rafa Bueno - Contando as Geografias da Vida - 20/01/2014
Garimpando pessoas e gentes, segredando localizações e coordenadas
Geograficamente delimitando os espaços e territórios do meu coração
Geograficamente produzindo estórias e causos de assombração
Norte é o que me faz perdido, no tempo e no espaço
Norte é o que não faz mais sentindo, na agustia das minhas dores
Garimpar um pouco de carinho na caridade desse céu estrelado
Garimpando encontros e desencontros, "a nostalgia do que não vivi"
Rafa Bueno - Contando as Geografias da Vida - 20/01/2014
Ausência
Essa ausência toda de mim, me fascina e esqueço
Essa falta toda que tenho do eu, egoísta
Seguirei esquecendo cada segundo do fui
Seguirei me reinventando nas lacunas dessa fantasia
Vou caminhar perdendo memória e refazendo histórias
Anularei a insistência em lembrar desses tempos entorpecedores
Loucamente mergulho no caos das memórias que se vão
Nos interstícios dessa realidade viverei...assim mesmo a margem das lembranças
Paraquedista da nova vida...seguirei sem memória alguma
Fundamentarei cada passo no esquecimento das "alegrias" e "felicidades"
Minhas preferencias serão pela derrota diária do meu ego...
Desejos me pertençam, mas não eu a eles
Cada gesto será unicamente esquecido para ser novo e autentico
Para o amor levarei sempre um bom samba....
Lagrimas vão molhar meu rosto e mesmo assim seguirei sem saudade, sem nostalgia
As flores seguirão margeando essa nova estrada velha, chega de malmequeres
Essa ausência toda seguira me fascinando.
Rafael Bueno - Contando as Geografias da Alma - 17/12/2013
Essa falta toda que tenho do eu, egoísta
Seguirei esquecendo cada segundo do fui
Seguirei me reinventando nas lacunas dessa fantasia
Vou caminhar perdendo memória e refazendo histórias
Anularei a insistência em lembrar desses tempos entorpecedores
Loucamente mergulho no caos das memórias que se vão
Nos interstícios dessa realidade viverei...assim mesmo a margem das lembranças
Paraquedista da nova vida...seguirei sem memória alguma
Fundamentarei cada passo no esquecimento das "alegrias" e "felicidades"
Minhas preferencias serão pela derrota diária do meu ego...
Desejos me pertençam, mas não eu a eles
Cada gesto será unicamente esquecido para ser novo e autentico
Para o amor levarei sempre um bom samba....
Lagrimas vão molhar meu rosto e mesmo assim seguirei sem saudade, sem nostalgia
As flores seguirão margeando essa nova estrada velha, chega de malmequeres
Essa ausência toda seguira me fascinando.
Rafael Bueno - Contando as Geografias da Alma - 17/12/2013
"Dó" Quixote.....
Passos errantes de um certo cavaleiro
Espada cega de um pobre errante
Pangaré banguela de trote vacilante
Nem mesmo um moinho
Nem tao pouco um monstro
Sigo assim....quixoteando meus desejos.
Espada cega de um pobre errante
Pangaré banguela de trote vacilante
Nem mesmo um moinho
Nem tao pouco um monstro
Sigo assim....quixoteando meus desejos.
(re)Encontro com Leminski
Andava desapercebido de tudo, andava mesmo roto e mudo
não procurava letra nem viva e nem morta
encontrei rapidamente meio que perdido numa pilha encostada a tempos no fundo do armário,
um pouco empoeirado e eu já meio esquecido que te conhecia.
Tratei logo de folhear o Leminski ali...velho bigodudo Paulo
neste longos anos de leitor pouco conversamos, mas nunca é tarde para um papo.
Rafael Bueno - Contando as geografias da Vida - 11/12/13
não procurava letra nem viva e nem morta
encontrei rapidamente meio que perdido numa pilha encostada a tempos no fundo do armário,
um pouco empoeirado e eu já meio esquecido que te conhecia.
Tratei logo de folhear o Leminski ali...velho bigodudo Paulo
neste longos anos de leitor pouco conversamos, mas nunca é tarde para um papo.
Rafael Bueno - Contando as geografias da Vida - 11/12/13
de nome Chico
O velho rio e seu nome Chico
segue remanseando e romanceando meus pensamentos
Quantos de mim cabem em suas águas
quais de mim se banham em suas barbas
Velho Chico cansado de tanta malcriação
netos ingratos, mas segue lento em comunhão
Cruzando caminhos, lavando as dores dos filhos
recebe alento de afluentes irmãos
Represas, represas todas as dores do meu coração
Velho Chico e suas barrancas, me arrancam saudades
me despertam sabores
Foi assim o encontro com meu velho rio de nome Chico.
e seus arquipélagos de solidão
Rafael Bueno - Contando as Geografias da vida - 09/11/2012
segue remanseando e romanceando meus pensamentos
Quantos de mim cabem em suas águas
quais de mim se banham em suas barbas
Velho Chico cansado de tanta malcriação
netos ingratos, mas segue lento em comunhão
Cruzando caminhos, lavando as dores dos filhos
recebe alento de afluentes irmãos
Represas, represas todas as dores do meu coração
Velho Chico e suas barrancas, me arrancam saudades
me despertam sabores
Foi assim o encontro com meu velho rio de nome Chico.
e seus arquipélagos de solidão
Rafael Bueno - Contando as Geografias da vida - 09/11/2012
O que me contam as Cigarras
O que me contam essa velhas Cigarras e seus zumbidos
velhas Cigarras destes dias de primavera, anunciam
prelúdios
gotas
chuva
mais amores e essa profusão de cores
O que me mostra esse pobre joão de barro e sua obra
joão construtor destes dias em que ora chove ora sol
oração
construção
compaixão
mais asas e essa imaginação que não tem fim
Cigarras, cantam em uma só nota
Joões de barro ou João de Barros...
maldita língua bendita essa nossa ...
Rafael Bueno - Contando as geografias da vida. - 14/10/2013
velhas Cigarras destes dias de primavera, anunciam
prelúdios
gotas
chuva
mais amores e essa profusão de cores
O que me mostra esse pobre joão de barro e sua obra
joão construtor destes dias em que ora chove ora sol
oração
construção
compaixão
mais asas e essa imaginação que não tem fim
Cigarras, cantam em uma só nota
Joões de barro ou João de Barros...
maldita língua bendita essa nossa ...
Rafael Bueno - Contando as geografias da vida. - 14/10/2013
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